| IBERIA
BIOGRAFIA
Em meados de 1986, os ex-Asgarth João Alexandre (voz), João Sérgio (baixo)
e Toninho (guitarra) decidem formar os Ibéria. Passam a contar com
a participação de Francisco Landum (ex-TNT, Samurai) que desempenhava
a figura de guitarrista, produtor e compositor, mas oficialmente não
era musico da banda, sendo considerado musico de apoio.
No início de 1987 gravaram a
primeira maqueta com os temas "Hollywood" , "Lady in
Black" e "Warriors". Pouco tempo depois, Tony Cê
entra para baterista da banda.
As canções atingem os tops de alguns programas de metal e de Música
Moderna Portuguesa, sendo de realçar o programa "Luso
Clube" onde "Hollywood" atingiu o 2º lugar após 36
semanas de permanência.
Assinaram com a Discossete que deu ao grupo a possibilidade de
gravarem, sem restrições, um mínimo de 10 temas por ano durante
os 3 anos seguintes. Multinacionais como a Polygram e a EMI exigiam
a gravação das músicas em português.
Em Março de 1988 gravam os temas
"Hollywood", "Feels Like Love" e "All Night
Flying" e uma versão extensa de "Hollywood" para
incluir no Máxi-single. O single com os temas "Hollywood"
e "Feels Like Love" foi lançado no mês de Abril.
"Hollywood" atinge o 3º
lugar no top do novo "Rock em Stock". O grupo participa no
espectáculo "Helping Hands" de apoio à Associação
Nacional de Deficientes e Francisco Landum abandona os Samurai para
se dedicar exclusivamente aos Ibéria. Nesse mesmo mês forma-se o
Ibéria Fun Club que duraria até 1993.
Toninho abandona a banda durante algum tempo devido a motivos
profissionais e João Alexandre passa a acumular o lugar de
guitarrista ritmo com o de vocalista. Acaba por ser cancelada a edição
do máxi-single e o grupo entra em estúdio em Setembro para gravar
o álbum de estreia.
O LP "Ibéria", com produção
de Landum e co-produção dos Ibéria, foi editado em Dezembro de
1988. O disco incluía os temas: "The Warriors
Waltz/Warriors", "She’s So Lovely", "Sex
Gun", "Lady in Black" e "Fuck the Teacher"
(lado 1) e "No Pride", "Unfaithful Guitars" ,
"Some Girls", "Children of the World" e o
instrumental "The Sailing Way to India" no lado 2.
O tema "No Pride" é
difundido, no dia 20 de Janeiro de 1989, no programa "Friday
Rock Show" da BBC - Radio 1. Os Ibéria tem direito à
capa e a cinco páginas na edição de 1 de Fevereiro do jornal
"Se7e".
Alguns acidentes com elementos ligados grupo e a incorporação de
João Alexandre no SMO levam a uma diminuição da actividade do
grupo. Tony Cê e Francisco Landum acabam por sair do grupo e entra
o baterista Tony Duarte (ex-Asgarth e ex-Samurai).
Em 1990 foi editado o álbum "Heroes Of The Wasteland",
produzido por Francisco Landum e com co-produção dos Ibéria. O
disco inclui os temas "Deep Cuts The Knife", "Heroes
Of The Wasteland", "México" (único tema em português),
"I'm Not A Fool", "Rock'n Roll Star", "Got
To Run", "Please, Please", "Stripteaser",
"Do You Wanna Die?" e "China Girl".
Toninho sai em Novembro para
acompanhar os UHF e Tony Duarte também sai. Os seus lugares são
colmatados com a entrada do guitarrista Vasco Vaz e do baterista
Marco, ambos vindo dos Braindead.
Em Meados de 1990, os Ibéria
comemoram o seu 5º aniversário com um concerto na União
Banheirense, na Baixa da Banheira. Em Agosto participam no festival "Sim À
Vida" que ocorreu no estádio do Barreirense.
A editora Discossete não aceita a
gravação do terceiro disco de originais o que leva a uma
ruptura entre as duas partes. A editora ainda lança uma colectânea
"To Love" com uma balada antiga "Lady in Black"
e a colectânea "Estradas de Fogo" que incluía os temas
previstos para o Maxi-Single: "Hollywood – versão extensa,
"Feels Like Love" e o inédito "All Night
Flying".
Os elementos do grupo dividem-se por
outros grupos levando a uma paragem dos Ibéria. O projecto é
retomado em finais de 1992. A Toninho, João Alexandre e João Sérgio
juntam-se o vocalista Miguel Angelo (ex-Shangai Blue) e o baterista
Quim Andrade (ex-Da Vinci).
A banda passa a dedicar-se a um
repertório em português recuperando o tema "Mexico" e
alguns temas já preparados para o terceiro disco. O grupo
ainda grava um maqueta com Toninho como vocalista principal e
gravam, nos estúdios Heaven Sound, o tema "Sismo" para
incluir numa maqueta em conjunto com os Arabian Penthouse.
Em finais de 1993, João Alexandre
abandona a banda para ir para Inglaterra e passa Miguel a
acumular as funções de guitarrista ritmo. Quim Andrade sai do
grupo e entram o guitarrista Vítor Brás (ex-Shangai Blue) e o
baterista Pedro Torrão (ex-Desatino Total).
O ano de 1994 é passado em ensaios com o grupo a
procurar novas sonoridades com a inclusão da guitarra portuguesa e
a adopção de sons acústicos.
No dia 9 de Março de 1996, os Ibéria
fazem em directo um concerto acústico na Radio Super FM. Em Junho
actuam no Johnny Guitar.
O grupo enceta negociações para a
gravação do disco desejado. No entanto Miguel Angelo
decide sair do grupo devido a problemas pessoais e os restantes
elementos decidem acabar com o grupo após 10 anos de
actividade.
DISCOGRAFIA
Hollywood/Feels Like Love (Single, Discossete, 1988)
Ibéria (LP, Discossete, 1988)
Heroes of the Wasteland (LP, Discossete, 1990)
Colectâneas
Estradas de Fogo
(1993) - Hollywood (versão extensa) / Feels Like Love / All Night
Flying
NO RASTO DE...
João Alexandre foi para Inglaterra
tirar um curso de Engenheiro de Som. Miguel foi par a Inglaterra
onde se encontrou com o João Alexandre e onde ambos ainda residem.
Actualmente está afastado de qualquer actividade musical.
João Sérgio, Toninho e Victor Brás
formaram os E.D.P. (Escravos do Presidente) em 1997.
Pedro Torrão tocou com outras bandas
entre as quais os Ferro & Fogo. Toninho trabalha por vezes com
A.M.Ribeiro no seu projecto a solo.
João Sérgio entrou para os X-Stand
(uma conhecida banda de covers) onde tocava o seu irmão Ricardo
Reis.
Quim Andrade saiu do grupo para
integrar os Gatos Negros de Vítor Gomes. Dedica-se a um projecto na
área do Techno.
Francisco Landum (ou Ricardo) desligou-se da música ao vivo quando
tinha 30 anos depois de ter passado pelos Da Vinci. Tem um estúdio
(Aikesom) e compôe para muitos nomes da denominada "música
pimba". Compôs e gravou o álbum de estreia da sua mulher
Cristina Cross.
Vasco Vaz entrou para os Mão Morta
em fins de 1995. Marco esteve nos Peste e Sida e Bizarra Locomotiva,
entre outros proejctos.
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