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EDITORAS
METRO-SOM
A Metro-Som foi fundada em 9 de Julho de 1974 por
Branco de Oliveira. Ficava situada na Rua Dr. Faria de Vasconcelos, em
Lisboa. Editora mais ligada à edição de discos de Fado,
Bandas Militares e ranchos e grupos tradicionais. Pioneira na edição de grupos de rock como Aqui D'el Rock, UHF, Ananga-Ranga, Jafumega, Ferro &
Fogo, etc... Mais tarde editou nomes como Diva ou João
Tilly e os Portugueses Suaves.
dados: site Oficial
NOVA
A Nova - Companhia de Música, Lda. lançou em 1979 o
álbum "Música Moderna" dos Corpo Diplomático. A editora teve
bastante projecção, nessa altura, com o sucesso do Punk e New Wave. Em 1982 lançaram o single
"Alfredo" dos Puzzle.
EMI-VALENTIM DE CARVALHO
É a mais antiga editora portuguesa. As gravações anteriores eram feitas por empresas estrangeiras.
A Valentim de Carvalho gravou os seus primeiros discos em 1926/1927 com Maria Alice.
A Valentim de Carvalho foi licenciada da EMI durante mais de 4 décadas. Nos anos 80, quando a EMI decide instalar-se em Portugal propõe uma parceria à Valentim de Carvalho. Nasce assim a EMI-Valentim de Carvalho com o capital dividido pelas duas empresas onde ninguém tinha voto de qualidade
e tinha de haver acordo. A empresa ficou com dois directores conjuntos David Ferreira e Francisco Vasconcelos, ambos sobrinhos de Rui
Valentim de Carvalho (sobrinho do fundador da empresa).
Em 1994, a Valentim de Carvalho decide vender a sua quota pois estava interessada em investir na produção de televisão e na expansão das lojas.
A Norte Sul apesar de ter distribuição da EMI são entidades
separadas. Embora a Valentim tivesse vendido a sua parte a empresa continuou a chamar-se EMI-Valentim de Carvalho.
Os masters anteriores a 1983 continuaram na Valentim de Carvalho mas a EMI tem direito à sua exploração através de um contrato licença.
Foram transferidos todos os contratos que estavam activos em 1994 à excepção do contrato de Amália.
A Valentim de Carvalho transferiu a sua parte dos masters gravados durante a vida da Joint-Venture
[Entre Julho de 1983 e Setembro de 1994] que passaram a ser propriedade da EMI.
Os artistas que tinham entrado antes de 1983, como é o caso de António Variacões e Carlos Paião,
também passaram para a EMI.
dados retirados da revista "Promúsica" de Julho de 2001
No início dos anos 80 a companhia passou a chamar-se
Vecemi, Música e Discos, Lda. Posteriormente passou a designar-se EMI -
Valentim de Carvalho. Mais recentemente mudou o nome para EMI Music
Portugal.
POLYGRAM
A Polygram Portugal teve a sua origem na Philips
Portuguesa e começou por ser o Departamento de Musica daquela
Organização. A Empresa foi oficialmente constituída em Julho de 1974
com a denominação social de Phonogram Portuguesa - Música e Video,
SARL. Em Dezembro de 1978 alterou a designação social para Polygram
Discos, SA.
Foi uma Companhia que apostou sempre na Música
Portuguesa e que descobriu e lançou nomes como: Banda do
Casaco, Doce, Taxi, Heróis do
Mar, Eugénia Melo e Castro, Trabalhadores do Comércio, Afonsinhos do
Condado e tantos outros. Pela editora passaram outros nomes como Carlos do Carmo, Carlos Paredes, Paulo
de Carvalho, Tonicha, Sérgio Godinho e Xutos e Pontapés.
Foi a primeira Editora discográfica em Portugal a
investir em televisão, em compilações com a etiqueta Polystar, e a lançar discos das séries televisivas,
nomeadamente: Heidi, Pipi das Meias Altas e Abelha Maia. Editou também
os discos do programa "Fungagá da Bicharada" e do Avô Cantigas.
Em Julho de 1996, a denominação social da empresa foi
alterada para Polygram Portugal - Som e Imagem, SA. Três anos depois passou a chamar-se
Universal Music Portugal, SA, como resultado da sua aquisição pelo
Grupo Seagram.
adaptado do site Oficial
SASSETI
A editora comemorou 35 anos em 1983. Nos anos 80
lançou discos de Tó Neto, Fausto ("Por Este Rio Acima"), Júlio Pereira,
José Afonso, Fernando Girão, Rui Júnior, Rosa dos Ventos, entre outros.
Diapasão era uma das suas etiquetas.
ROSSIL
A Edições Rossil, Lda era uma editora ligada a um reportório mais ligeiro
com nomes como Maranata, Paulo Alexandre ou Alexandra. O responsável
era José António Crespo. Editaram o primeiro álbum dos Salada de Frutas
e os luso-franceses Boeing. Posteriormente transformou-se em Videofono
virando-se mais para a produção de programas de televisão. Em 1987, a
Videofono reeditou o álbum "1978-1982" numa capa apenas com duas cores e
prensagem caseira.
IMAVOX
Editora nacionalizada com ligações à RDP. Editou
discos da Banda do Casaco ("Hoje Há Conquilhas..."), Go Graal
Blues Band, Alarme ("Desconto Especial"), entre outros.
RPE EDITORES
Editora situada na Av. Melo Falcão, 36 S/ Loja Esq.
Pontinha-Lisboa. RPE (Rádio
Produções Europa) era o nome de
um estúdio de gravação que depois viria dar
origem aos conhecidos Angel Studio. Lançaram discos dos Speeds (RPE
1012) e Trabalhadores do Comércio. Aquando da edição dos singles
seguintes já tinha sido criada a Gira - Industrias de Som, Lda.
GIRA
Editaram discos de Speeds (GIS-01) e Trabalhadores
do Comércio (GIS-04). Outros discos editados pela Gira são "Marijuana" dos Arte &
Ofício (GIS-03) e "A Pastilha/Rockolagem" de João Moutinho (GIS-009).
VADECA
A J. C. Donas, Lda. era uma empresa do Porto ligada ao
grupo Valentim do Carvalho. A Etiqueta Roda já existia desde os anos 70.
A Vadeca lançou discos de Adelaide
Ferreira (Baby Suicida e Bichos), Street Kids, Go Graal Blues Band, TNT, Frodo, Iodo, António
Garcez , Roxigénio e NZZN. Ilídio Viana
foi A&R da editora.
RODA ROCK
Outra etiqueta da J. C. Donas, Lda. era a "Roda Rock" com nomes como FM, Bico d'Obra, Tilt, King Fisher's Band,
Siclave, Má Fila,
Banda do Cidadão, Rocktrote, MegaHertz e TIR.
RÁDIO TRIUNFO
A etiqueta Orfeu tinha sido usada anteriormente pela
Arnaldo Trindade. No final dos anos 60 e até meados da
década de 80, a Orfeu tinha tido os melhores artistas e criadores de Música Portuguesa. Uma
das primeiras edições foi o registo discográfico de uma antologia
poética com vários poetas de renome. José Afonso foi um dos nomes mais
importantes que passou por essa editora. A Rádio Triunfo, fundada em 1946,
era uma das duas únicas fábricas de discos em Portugal e mais tarde foi adquirida
pela Arnaldo Trindade. Nos anos 80 a editora, já desligada da portuense
Arnaldo Trindade, lançou álbuns de Rock & Várius, Seilasié, UHF,
Terra a Terra, Raízes, Vai de Roda, Armando Gama e Arte & Ofício e singles de Fernando, Etta,
Albatroz, Roxigénio, TNT, entre outros. Em 1985 era uma das mais importantes companhias discográficas,
representante de etiquetas como CBS e WEA. No entanto a editora foi expulsa da
Associação de Editoras e perdeu muitas das empresas que representava acabando por fechar pouco tempo depois. Após a falência o espólio passou para a Movieplay.
RCS
A RCS, Edições e Produções Musicais situava-se na
Rua Maria Andrade,7º 1º dto, em Lisboa. Denominado também Movimento Sangue Novo.
Luis Filipe Barros era um dos proprietários. Lançou, em 1981, o single "Touch
Me Now" dos Go Graal
Blues Band. Outros nomes da editora foram Abismo, Antigo Testamento, Ks'lixe,
BVB (Bombeiros Voluntários de Barcarena), Quartzo ou Conjunto Pauta Livre.
ROTAÇÃO
Etiqueta independente criada, em finais
de 1981, pela Rossil.
O mentor da etiqueta foi António Sérgio que era label manager da
Rossil. A editora acabaria
por encerrar actividades no último trimestre de 1982.
+
EDISOM
Editora fundada em 1980. Um dos responsáveis era
António Manuel Duarte. Lançaram discos de Salada de Frutas, Pizo Lizo, UHF, José Mário
Branco, Vodka
Laranja, Frodo, Discurso Directo, Carlos Guilherme, entre outros. Era a
representante de editoras como a Virgin, Mute, Charisma e Stiff.
Obtiveram grande sucesso com os Mini-Stars. Outros nomes são Doutores &
Engenheiros e Joaquim d'Azurém. A edição discográfica perdeu bastante
com a criação da Edivideo ligada à edição de cassetes video e jogos de
computador.
VIMÚSICA
Editora fundada por antigos elementos da Vadeca e que
existiu durante pouco tempo. O responsável era Ilídio Viana que depois foi para o Canadá. Foram a primeira editora a representar a inglesa Factory Records
com quem tiveram vários problemas.
Estiveram ligados à editora nomes como Carlos Maria Trindade [single
"Princesa" de 1982], Stratus ou Adelaide Ferreira. A empresa
foi à falência o que levou à destruição do álbum "Tédio" de Carlos Maria
Trindade.
PROMUSIX
Editaram discos de Pedra d'Hera (álbuns em
1982 e 1984), Gonzaga e Brigada
do Reumático. Tinham um estúdio com o mesmo nome. Um dos técnicos de
som era Filo (Fioteio Dias).
MATERFONIS
No «boom» do rock português lançaram alguns discos
(Sui Generis, Semáforo, Holiday, um dos singles dos Tilt,...). Júlio
Isidro chegou a estar ligado à editora nesta fase. Alguns anos mais tarde editaram
trabalhos de Paulo Gonzo, Manuel
Cardoso, Tó Neto e Armando Gama.
CLICHÉ
Editaram álbuns dos Telectu e de Ana da Silva (Raincoats). Era
uma loja de roupa do Bairro Alto que faliu após se ter transformado em
editora independente.
FUNDAÇÃO ATLÂNTICA
Editora criada por Pedro Ayres Magalhães e Miguel
Esteves Cardoso. Lançaram os primeiros discos de Sétima Legião,
Delfins e Anamar, entre outros. Editora com ligações à Valentim de
Carvalho que cedia o tempo de estúdio e que tratava da distribuição.
A empresa acabou em 1984. +
TRANSMÉDIA
Editora independente criada em Maio de 1984 por Nuno Rodrigues e Jorge
Zagalo. A primeira
edição foi do disco "Banda do Casaco com Ti Chitas". Para
esta editora gravaram nomes como José Afonso ("Galinhas do
Mato"), Júlio Pereira, Poke, Ronda Quatro Caminhos, Né Ladeiras, Peste & Sida, Shish, Go Graal Blues Band e António
Emiliano, entre outros.
Em 1987 gravaram o álbum de estreia dos Tarantula. Em termos internacionais detinha o catálogo da Rough Trade e de outras
editoras independentes. Acabaria por ir à falência antes do fim da
década.
MOVIEPLAY
Editora criada em 1968 ainda com o nome de
Sonoplay. Pouco antes do 25 de Abril mudou de nome para Movieplay.
Deixou de fazer parte do grupo Movierecord. Lançaram discos dos
Meninos do Coro. No início dos anos 90
reeditaram alguns dos trabalhos da Dansa do Som. Ficaram com o
espólio da editora Rádio Triunfo/Arnaldo Trindade e de muitas
outras.
DISREGO
Editora açoriana que editou discos de Construção
(1982), Maria Antónia Esteves ("Manjericão da Serra", 1984). Lançaram
muitas das gravações feitas na RDP/Açores.
DISCOSSETE
A Discossete - Estúdio de Gravação e Edição Musical,
Lda. ficava situada mesmo ao lado da Metro-Som. Pioneira na edição de discos de Metal como Ibéria,
Samurai e
Vasco da Gama. Outros nomes foram Da Vinci, Fernando Correia Marques,
Horituba, Ferro & Fogo, entre outros. Também lançou discos de música popular (Romanças,
Maio Moço), de fado de coimbra e de outros
géneros.
DACAPO
Pela editora passaram nomes como Paco Bandeira,
Rodrigo, Trigo Limpo, António Sala e Maria Guinot. Editaram o primeiro single de Dora.
DANSA DO SOM
Editora ligada ao Rock Rendez-Vous. Um dos objectivos era
lançar os discos dos grupos vencedores dos concursos de Música Moderna. A primeira
edição foi a compilação "Ao Vivo no Rock Rendez-Vous em
1984". +
CBS
Esta multinacional instalou-se em Portugal no início
da década de 80 mas nunca deu muita importância à produção nacional.
Editou discos de Lena d'Água, Ricardo, Dora, Fausto, Ana Faria, Paulo Gonzo,
António Sala, Nuno
& Henrique, In Loco, entre outros.
Em 1987 editaram o single de estreia dos Ena Pá 2000. Nos anos 90 mudou de nome para Sony Music.
MVM
Lançaram discos de Rotor, Luís Bettencourt, entre
outros.
ALLIANCE RECORDS
Editora criada pelos Croix-Sainte para lançar o seu
disco.
HORIZONTE
Pequena editora nortenha mais ligada aos sons mais
ligeiros e populares. Em 1985 editaram discos de Xeque Mate e Jarojupe.
OVAÇÃO
Editora ligada a um repertório mais ligeiro que surgiu
em Novembro de 1985. Os responsáveis eram dois ex-Rádio Triunfo,
Fernando Matias e Carlos Lacerda. Lançou discos de Ronda dos Quatro
Caminhos, Romanças, etc..
AMA ROMANTA
Editora independente criada em 1986 por João Peste e
Maria João Serra. O primeiro lançamento foi a compilação
"Divergências". +
RM DISCOS
Editora ligada à Dansa do Som. Editaram singles de In
Loco e de La Valise.
MBP
Editora fundada por Marcelino de Brito no fim da
década. Lançou discos de Adelaide Ferreira,
Brigada Victor Jara, Tó Leal, Peacemakers, Tó Neto e Theresa Mayuko,
entre outros. Não durou muito tempo.
FACADAS NA NOITE
Editora de cassetes de Braga. Lançou várias
compilações nesse formato. +
TRAGIC FIGURES
Surgiu em Junho de 1989 tendo como principais
objectivos criar alternativas no campo da música independente em
Portugal e no estrangeiro bem como divulgar e promover artistas
portugueses (e estrangeiros) por todo o mundo. Um ano depois da sua
fundação já tinham editado um LP (Digital Buiça dos Telectu) e 15
cassetes. Viria a dar origem à editora MTM.
UNIÃO LISBOA
Agência de representação de artistas que se estreou na
edição com o lançamento do máxi-single dos Golpe de Estado. Na década de
90 existiria como editora lançando discos de Astronautas, Ramp, entre
outros.
UPAV
Organização de artistas formada em 1983. O grupo
fundador incluía nomes como José Mário Branco, Carlos do Carmo,
Rodrigo, Dina e Alexandra. A eles juntaram-se Maria Guinot, Jorge Lomba,
Brigada Victor Jara, Manuel Tentúgal (Vai de Roda), José David (do
grupo Almanaque), os actores Mário Viegas e Manuela de Freitas, entre
outros. Começaram por organizar espectáculos dos sócios. Em 1991
estreou-se na edição com o lançamento de discos de J.M. Branco, Dina,
Rodrigo, Maria Guinot, Jorge Lomba, Vai de Roda e de Mário Viegas e
Manuela de Freitas.
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Valentim de Carvalho CI, SARL / Polygram Discos,
SARL / Rádio Triunfo, Lda. / Dacapo / Edisom / Vadeca - J.C. Donas,
Lda. / Edições Rossil, Lda., Promusix / Imavox / Arnaldo Trindade &
Cia, Lda. / Sasseti / CBS / MVM / Nova - Companhia de Música, Lda. /
Gira - Indústrias de Som, Lda.
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