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ALEXANDRE SOARES
BIOGRAFIA
Alexandre José de Medeiros Pereira Soares nasceu no Porto, em
15 de Junho de
1958. Na adolescência começa a tocar guitarra clássica. Aos 18
anos inicia-se na guitarra eléctrica.
Durante algum tempo chega a tocar com os Pesquisa
que vieram mais tarde a tornar-se nos Taxi.
Em 1980 estava a tocar sozinho em casa e à
procura de elementos para formar uma banda. Encontra Vítor Rua e
Toli César Machado com quem forma os GNR. Alexandre Soares
assumiu as vocalizações nos dois primeiros singles ("Portugal
na CEE" e" Sê Um GNR").
Em 1981 toca com Vítor Rua e Rodrigo
Freitas nos Pastorinhos de Fátima. 
Nos GNR lança ainda o máxi-single
"Twistarte" e os LPs "Independança", "Defeitos
Especiais", "Os
Homens Não Se Querem Bonitos" e "Psicopátria".
Em 1986 foi co-autor, em conjunto com o seu irmão
João Pedro Soares, da música para o bailado
"Barcos Negros" que conquistou o primeiro prémio do
Concurso Internacional de Bailado de Lisboa.
No ano seguinte sai dos GNR devido a insatisfação com o trabalho no grupo.
Lançou o seu primeiro disco
a solo em 1988. O álbum "Um Projecto Global",
maioritariamente instrumental, incluía o tema
"Luzes de Hotel" com letra de Pedro Ayres Magalhães.
Em 1990 compôs a música da peça "Coração
na Boca", da autoria de Sam Shepard, com letras de Rui Reininho.
Na peça participavam Xana, Ricardo Carmo e os actores Natália Luísa
e Virgílio Castelo.
Nesse ano sofre um acidente de viação que o
impede de tocar durante dois anos. Durante algum tempo dedica-se a
fazer o som ao vivo dos Ban. Em 1992 entra para o projecto Song
Experience que depois muda de nome para Zero. É com esta nova
designação que é lançado o único álbum do grupo.
Ainda em 1992 é convidado a participar no álbum "Partes Sensíveis"
dos Três Tristes
Tigres. A primeira colaboração de corpo inteiro no projecto deu-se
com a versão
de "Anjinho da Guarda", incluída no disco de homenagem a
António Variações, com arranjos e produção de Alexandre Soares.
Produziu uma intervenção sonora na instalação
"Señor Estupor", de Javier Dias, para a exposição
"La Imagen Frágil" da Fundación La Caixa (Barcelona).
Compôs também a música para o filme "Sapatos
Pretos", de João Canijo e para uma curta metragem de Rui
Simões.
Em 1998 foi considerado o compositor português do
ano, pelo jornal Público, devido ao álbum "Guia
Espiritual" dos Três Tristes Tigres.
Em 1998, o seu projecto "Flight 2000" teve um tema
num máxi da Kami' Khazz. O outro tema desse disco era dos Mute Life
Dpt.
Faz também a música original de "Buenas Noches, Mi
Amor", com textos de Al Berto lidos por João Reis no Teatro
Nacional S. João (1999).
Com "Vooum" iniciou a sua colaboração
com a coreógrafa Né Barros e o Balleteatro. A Audeo lançou em 2000 o disco com a banda sonora de
"Vooum".
A colaboração com Né Barros teve seguimento com "No Fly
Zone" (estreado a 19 de Outubro de 2000) e "Exo"
(2001).
Compôe a música para o filme "Ganhar a
Vida", de João Canijo. Faz também a banda sonora do telefilme
"Rádio Relâmpago" de José Nascimento.
Em 2003 assina a co-produção do disco de estreia
dos Mesa. No Teatro Carlos Alberto (TeCa) é apresentado o espectáculo
"Rua!" com música de Vítor Rua e que teve a participação
de Alexandre Soares e Nuno Rebelo.
Assina a banda sonora da
coreografia "Vaga" de Né Barros, em 2004.
A Audeo lança em 2005, no formato DVD,
os espectáculos "No Fly Zone" e "Vaga", de Né Barros (direcção e
coreografia), Alexandre Soares (música original) e Filipe Martins (DVD
e montagem).
Começa um trabalho de colaboração com
o músico Jorge Coelho.
DISCOGRAFIA
Um Projecto Global (LP, Polygram, 1986)
Vooum (EP, Audeo, 2000)
Cães aos Círculos (Ep, Borland, 2006) (com Jorge Coelho)
Colectâneas
República das Bananas (1996) - Fire
Man (com Rui Fernandes/Hélder Gonçalves/Pedro Martins/António
Cunha/Regina Guimarães)
Uma Outra História (2005) - Call Up (com Zé Pedro/Gui/Pedro
Gonçalves/Jorge Coelho/Fred)
Borland (2005) -
COMENTÁRIOS
Eu não sou muito rápido a trabalhar. Há coisas
que andam muito depressa mas, depois, existem pequenos pormenores que até podem
não se notar em que ando meses à volta. Como gravo em casa, tenho de fazer
tudo: ligar os cabos, sou técnico, electricista... Mas agrada-me mais assim.
Tenho muito medo de ter de refazer tudo, dentro de um estúdio, em três
semanas, com muito boas condições técnicas, mas com o contacto emocional todo
trocado. A grande questão, quando estou a fazer música, é estar
emocionalmente ligado aos temas que estou a trabalhar. A própria edição em «sampler»
tem de ter um conteúdo emocional. Eu trabalho as máquinas como quem está a
tocar guitarra. AS/1998
NO RASTO DE...
Alexandre Soares faz parte dos Três
Tristes Tigres. O último disco editado foi a compilação
"Visita de Estudo".
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